segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um domingo de Fuzuê!


A banda atacou de Caymmi. Fazia um dia que o poeta baiano havia fechado os olhos. Os versos de “Maracangalha” estavam na boca do povo. Lá de cima, o velho devia de estar contente em ouvir a canção ecoar. Isso não foi em Itapuã ou em Amaralina. Ocorreu no Rio de Janeiro, num domingo. Não foi "pagode do Vává" nem feijão da nega "Vicentina", ainda sim, era dia de festa para nós. São Pedro ajudou bastante, provou de fato gostar da cidade quando emoldurada pelo sol. Falava-se em mudança no tempo. O que tínhamos? - Um belo dia de verão, no meio de um Agosto. O bairro estava na rua e saudou com alegria a festa que ocorria de maneira inédita nas areias da praia. Aos poucos, famílias, amigos e curiosos se aproximaram.

A festa rolou o dia inteiro. Começou na claridade do almoço e terminou na escuridão da noite. Quando o sol já havia se cansado e resolveu partir, a lua veio nos ver na beira da praia. Em homenagem a jóia amarelada que nascia sob o mar, a banda atacou uma marcha que falava em seu nome. Dali, ela não saiu mais.

A brincadeira acabou quando o clarim se calou. Uma “meia dúzia” resolveu iniciar uma batucada e estender a festa que insistia em findar. No final, era “couro”, “palma da mão” e "voz". Todos sabíamos que era hora de partir. Os corpos estavam cansados e não havia mais feijão. Dalí, aqueles poucos não queriam sair, mas infelizmente, somente a lua podia ficar.






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